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quinta-feira, 17 de março de 2016

Características do AUTISMO

sábado, 12 de março de 2016

Obsessão dos autistas por certas coisas

POR QUE VOCÊ É TÃO OBSESSIVO EM RELAÇÃO A CERTAS COISAS?

Não é porque gostamos ou queremos. Essa obsessão se deve ao fato de que enlouqueceríamos se não fizéssemos essas coisas. Quando realizamos uma ação, qualquer que seja, nos sentimos aliviados e tranquilos. Mas, quando alguém me repreende por aquilo ou me impede de repetir, a sensação é de total sofrimento. Na verdade, eu nunca quis fazer tal coisa, e então me sinto mal por não conseguir controlar meus próprios atos. Peço que nos impeçam, de imediato, da forma que puderem, toda vez que nosso comportamento obsessivo estiver incomodando alguém. A pessoa que mais sofre é aquela que está causando dor de cabeça aos outros, ou seja, a que tem autismo. Mesmo que pareça que estamos só zoando e nos divertindo a valer, por dentro estamos sofrendo, magoados por não termos o menor controle sobre o que nosso corpo faz.

Dito isso, quando nosso comportamento obsessivo não estiver incomodando ninguém, fiquem só de olho em nós de forma discreta. Não vai durar para sempre. Um belo dia, não importa quanto tenhamos lutado contra isso antes, esse comportamento vai sumir de uma hora para outra, sem aviso. "Como assim?" De alguma forma, nosso cérebro manda um aviso de FIM DE JOGO. É como se você tivesse acabado de devorar um saco inteiro de balas. Qualquer que fosse o motivo daquela compulsão, já não existe mais. Quando surge esse aviso, me sinto liberto, como alguém que conseguiu deixar de lado os sonhos da noite passada.

O problema é: Como ajudar a impedir o comportamento obsessivo dos autistas quando ele INCOMODA outras pessoas? Para os que acompanham, eu peço: por favor, lidem com nossas questões de comportamento acreditando que, em algum momento no futuro, elas vão passar. Quando não nos deixam fazer alguma coisa, podemos causar a maior confusão por causa disso, mas em algum momento vamos nos acostumar. Até lá, gostaríamos que vocês permanecessem ao nosso lado.

Fonte: Livro “O que me faz pular” -  Naoki Higashida